Vidas Negras Importam

Após 3 anos sem postar absolutamente nada no blog, cá estou eu, e certamente não poderia ter voltado com um post melhor que esse. Enfim, estou feliz com o meu retorno, e espero que vocês também! Agora vamos direto ao assunto!

Imagem: AFP

Nas últimas semanas houve uma onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos para despertar parte da sociedade branca que fecha os olhos diante da violência policial, a mesma que se acostumou a banalizar o genocídio de jovens negros, principalmente nas favelas ou a ser complacente com a ausência de representatividade em posições de destaque no Brasil.

Uma das vitimas mencionadas foi João Pedro, um jovem negro de apenas 14 anos assassinado durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). Testemunhas que viram a situação da casa em que João Pedro foi morto contaram mais de 70 tiros em sua residência. A Polícia Militar, em versão preliminar, afirmou que o jovem estava em linha cruzada do conflito e teria morrido após traficantes abrirem fogo e jogarem granadas contra os policiais.

Mas toda a revolta e manifestações começaram de fato quando George Floyd, um homem negro morreu, isso foi em 25 de maio, depois que Derek Chauvin, então policial de Minneapolis, ajoelhou-se no pescoço dele por pelo menos sete minutos, enquanto estava deitado de bruços na estrada. Os policiais Thomas Lane e J. Alexander Kueng também ajudaram a conter Floyd, enquanto o policial Tou Thao estava perto e observava.

O incidente ocorreu durante a prisão de Floyd em Powderhorn, Minneapolis, Minnesota, e foi gravado em vídeo nos celulares por vários espectadores. As gravações em vídeo, mostrando Floyd dizendo repetidamente: “I Can’t Breathe!” (“Não consigo respirar”) foram amplamente divulgadas nas plataformas de redes sociais e transmitidas pelos meios de comunicação do mundo inteiro. Os quatro policiais envolvidos foram demitidos no dia seguinte.

Imagem: AFP

Parte do mundo todo demonstrou apoio, as pessoas se manifestaram em redes sociais dando muita enfase a importância do movimento e expondo a sua revolta diante de toda a situação.

Inclusive, brasileiros chegaram a mencionar o caso de Marielle Franco, uma mulher negra, socióloga e politica que foi assassinada a tiros junto de seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes em 14 de março de 2018 no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro, e até hoje o crime não foi solucionado.

Brasileiros também aderiram à versão de black lives matter (vidas negras importam). Foram espalhados edit de videos que causam grande impacto ao assistir, muitas das vezes incluíram a música This is America – Childish Gambino como trilha sonora. Teve repercussões com hashtags, tais como #blackouttuesday, e permaneceram por bastante tempo entre as top trendings do twitter além de ter sido um dos assuntos mais falados nas mídias.

Imagem: AFP

“Acredito que ainda falta muita empatia com mortes de pessoas negras por parte de quem está afastado dessa realidade no Brasil”, observa o advogado Thiago Amparo, professor de políticas de diversidade na Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Eu concordo com essa afirmação, é realmente incrível ver tantas pessoas em prol de uma causa tão importante como essa, mas infelizmente a luta ainda não acabou, o racismo ainda existe e não será o ultimo caso de violência contra negros.

Também observei que apesar de tantos protestos de tanta gente, ainda há pouca solidariedade de pessoas brancas participando desses atos e, principalmente, utilizando seus recursos e privilégios para mudar a situação. Ativismo digital é importante, desde que a gente também se manifeste de maneira mais contundente em nossas áreas de atuação, como cobrar das instituições jurídicas o controle da polícia ou que a imprensa cubra a dinâmica a das mortes de pessoas negras não só quando elas surgem.

Sinto muito pelas perdas brutais que as famílias dos casos citados aqui sofreram, e sinto muito pela vida de cada um que já foi vitima de violência racista, seja ela verbal ou física. Continuemos resistindo, lutando e fazendo revolução!

2 comentários sobre “Vidas Negras Importam

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